segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O Grito da Alma

Ouvido o tremer gelado,
de uma terra que geme,
num mundo que chora,
num castigo que se aproxima,

O medo toma conta,
o temor gera a causa,
e preocupa a mente,
de toda uma gente,

A clava que se ergue,
uma funda que se move,
na espada dos que correm,
prepara então uma guerra,
onde os olhos se comovem,

Ouvidos tão surdos,
para sons tão puros,
pés tão cansados,
para seguir os teus passos,

Esqueci o caminho,
que Tu me contaste,
no monte tão santo,
que Tu ordenaste,

virei as minhas costas,
e fiz meu caminho,
e agora sozinho,

me lancei num destino,
andei em desalinho,
perdi todo o tino,

vaguei moribundo,
nas asas do mundo,
sofrimento profundo,
como um vagabundo,

Ainda assim ouço uma voz,
que chama meu nome,
entre as perdas da guerra,
vai subindo um renovo vivaz
e vem pela raiz da terra

a minha alma então urge
por uma candeia que alumia,
um esperança do céu surge,
traz luz para a minha alegria,
e uma semente no peito germina.

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