Caminho nos trilhos da vida,
hoje, uma viagem tão corrida,
da manhã até a hora que o céu brilha,
quando precipitam as primeiras gotas,
olho para cima e contemplo suas cores,
numa constelação, enxergo teu riso,
agora já tão esquecido.
te procuro no orvalho da manha,
entre as folhas, pelas flores,
num jardim bem cuidado,
como um quadro ilustrado,
teu andar mareado, despreocupado,
encantavam minha ansiedade,
os traços da tua mocidade,
memórias não confessadas,
segredos tão guardados,
nos braços da saudade,
o quanto andei na terra pelos termos,
alçado pela sobriedade nas minhas passadas,
e procurei no tempo em que vivemos,
alguma coisa que não existe mais,
Então parei perto de um trilho,
onde deveria passar um trem,
e perguntei ao menino que chora,
que horas ele vem?
Ele me disse que não demora,
e que só passa uma vez,
depois que ele vem, não volta,
então perguntei da hora.
Ele disse que não existe,
que a hora já expirou,
foi quando o trem passou,
e o destino se traçou.
nada mais a fazer, eu sentei,
ao lado do menino que chora,
e se aproximou uma pessoa,
e perguntou ao homem que chora,
o trem passa que horas?
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
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