segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Lamar

Fala do persongaem Lamar: Livro - Arquivo 511. Sala12. - Alice, sua imagem agora parece a ultima coisa que me abandonou a sorte, já nao me lembro de mim, das minhas histórias, das minhas vitórias, das minhas derrotas, mas nunca consegui esquecer o brilho dos seus olhos. Naquele dia parecia que eu estava deitado sobre um jazigo fundo , no meio da noite tempestuosa , e eu olhava para o manto noturno coberto de imensidão e via como se fosse uma espada afiada apontada para a minha gargante, eu rolei daquele lugar sobre o chão frio de uma noite ébria , quanto olhos antentos, famintos , da cor da solidão encaram minha alma incansável naquela noite andante, porque assim estava eu , sem reclarmar, pernoitando o solo do asfalto , saindo daquele cemitério , seguindo o vulto que pelos cantos se arrastava, numa noite de hallowen com as ruas enfeitadas e abandonadas, segui a pessoa , até a entrada de um metrô , quando a luz enfrentou sua expressão dura e pálida e a iluminou sobre um véu noturno de solidão , era ALICE! Foi quando eu continuei seguindo-a em direção a um metrô. Chegando numa iluminação parca , falhando em pequenos intervalos contínuos eu a avistei como se esperasse o metrô , a pele alva, sob olhos verdes , seu rosto num contorno bem delineado , não havia dúvida , era ela. Contudo , ela estava do outro lado, e a passagem ligeira do metrô a tirou rapidamente do meu campo de de visão.

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